Publicado por: detecfire | 22/10/2008

Conhecendo o sistema de pressurização de escadas.

Trata-se de um sistema de controle mecânico do movimento da fumaça. O sistema tem como objetivo pressurizar a escada de segurança, garantindo a essa população um ambiente livre da penetração da fumaça na eventualidade de um incêndio. O segundo objetivo é o de fornecer ao Corpo de Bombeiros melhores condições nas suas operações de combate. Esse sistema tem como princípios básicos de funcionamento:

1. a utilização do ar atmosférico sob temperatura ambiente, livre dos riscos de captar esse ar contaminado pela fumaça oriunda do incêndio
2. a sucção do ar atmosférico e sua pressurização por meio de um grupo motoventilador, posicionado normalmente no pavimento térreo da edificação
3. a condução desse ar pressurizado para toda a extensão da escada de segurança a ser pressurizada, normalmente através de dutos de alvenaria ou metálicos
4. a distribuição eqüitativa do ar pressurizado por toda a extensão da escada de segurança, através de grelhas de insuflamento
5. o controle e manutenção da pressão no interior da escada de segurança
6. a garantia de que o ar pressurizado irá para o exterior da edificação
7. a garantia de integridade de qualquer sistema, a saber:
 confiabilidade das fontes de alimentação (energia)
 arranjos da distribuição da energia
 proteção dos sistemas de controle e monitoração
 qualidade dos materiais e equipamentos empregados em sua construção
 tipo de risco associado à ocupação da edificação

A pressão mínima no interior da escada de segurança deve ser de 50 Pa ou 5 mmH2O (milímetros de coluna d’água). Não parece muito, mas é suficiente para impedir que a fumaça penetre no interior da escada de segurança, sendo ainda a pressão limite para a abertura das portas corta-fogo existentes no mercado nacional. Como o controle da pressão interna é um dos parâmetros para a perfeita abertura das portas corta-fogo, no dimensionamento do sistema de pressurização deve-se prever um registro de sobrepressão (damper de sobrepressão), cuja função é não permitir que a pressão no interior da escada exceda 60 Pa ou 6 mmH2O. Cabe aqui um alerta. A escada pressurizada não elimina a necessidade do número mínimo de escadas de segurança. Ou seja, se um edifício, por causa de sua complexidade, altura, risco, área de piso e, principalmente, conceito de caminhamento máximo de abandono de um pavimento, requer duas ou três escadas de segurança, o mesmo número de escadas será necessário na substituição pela escada pressurizada.
Outro conceito importante é o de não se permitir, em um mesmo edifício, a coexistência de dois tipos de escada de segurança diferentes, a saber: uma escada de segurança pressurizada e outra escada de segurança enclausurada. Nos testes reais em edificações, observamos que o fluxo de ar de uma escada pressurizada, que sai através de uma porta corta-fogo, é imediatamente direcionado para as aberturas existentes nos ambientes contíguos a essa escada. A conseqüência disso, no exemplo citado, é que no abandono de uma edificação a população usuária, ao abrir as portas corta-fogo das duas escadas, poderá estar criando um “gradiente de pressão” que possuirá o sentido da escada pressurizada para a escada enclausurada. Conseqüentemente, a fumaça do incêndio será carreada para essa escada enclausurada, que, sem garantias de exaustão da fumaça (Ono, Rosária), funcionará como chaminé, e não como uma rota de fuga segura.

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